terça-feira, 7 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009

Da janela do quarto ele gritava com todo o ar que tinha nos pulmões. Era um pedido para que cada janelinha daquelas, cada homem, mulher ou criança escutasse por um momento o que o mundo vem tentando nos dizer há décadas. APAGUEM AS LUZES!
No último sábado, 28 de março, aconteceu a Hora do Planeta, campanha da ONG WWF (Fundo Mundial para a Natureza), que pretende mandar ao mundo a mensagem, “vamos salvar o planeta do aquecimento global”. O pedido era que todos apagassem as luzes das 20:30 às 21:30 daquele sábado.
Mas parece que poucos deram ouvidos, ao mundo e aos berros daquele homem, a chama na maioria das janelas permaneceu acesa. Alguns, pequenos e grandes atenderam às súplicas e desligaram o interruptor.
O ato era simbólico e simples, 1 hora sem luz, a ilha Chatham, na Nova Zelândia, foi a primeira a apagar as luzes de seus cartões postais, seguida pela Austrália e Nova Zelândia junto com vários pequenos países do Pacífico Sul. A Tailândia e a China também atenderam ao chamado. A Europa se uniu ao movimento, Londres, Paris, Bruxelas, Portugal, Roma e Madri.
Paris apagou o museu do Louvre e a torre Eiffel, na Itália, a cúpula de São Pedro no Vaticano se apagou junto da Torre de Pisa, e das pirâmides de Guiza no Egito.
Na América, o Obelisco de Buenos Aires; a Casa Branca, em Washington; a Times Square, em Nova York e a ponte Golden Gate, em San Francisco, todos às escuras.
No Brasil, o Cristo Redentor, o bondinho do Pão de Açúcar, a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, São Paulo apagou a ponte estaiada, enquanto Brasília deixou às escuras o Congresso e o Palácio do Planalto.
88 países ao redor do mundo apagaram suas luzes durante uma hora, o que me faz pensar por que uma só pessoa, sentada no seu sofá na zona sul de são Paulo não pode desligar?
Para você que ignorou a hora do planeta, assim como ignora as enchentes que destroem as cidades, o aquecimento global, os desastres naturais, a extinção de centenas de espécies animais e vegetais, a falta de alimento e de água potável no mundo. Para você que ignora o fato de que uma ato, um gesto, uma atitude pode fazer diferença vai o recado:
A energia que você usa depende majoritariamente do petróleo, a queima do petróleo e outros combustíveis fósseis aumenta o aquecimento global, então aquela lampadinha que você não apagou vai gerar algo assim:
Estima-se que cerca de 8,4 milhões de toneladas de petróleo sejam laçadas ao mar todo ano. A cada um milhão de toneladas de petróleo transportadas por vias marítimas, uma tonelada é perdida em derrames. Cerca de quatro litros de petróleo despejados no mar podem poluir aproximadamente 378 milhões de litros de água, o equivalente ao consumo de 50 pessoas durante um ano.
Os combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás natural - representam atualmente mais de 85% de toda a energia consumida nos Estados Unidos. Cerca de dois terços do total de eletricidade do país e praticamente todos os combustíveis utilizados para transportes são fósseis, de acordo com o Departamento de Energia Americano. Este tipo de energia ainda é responsável por três quartos da energia consumida no mundo.
O aquecimento global vai aumentar as temperaturas na Amazônia entre 2º C e 3º C, e pode deixar o clima mais seco e com redução de chuva entre 10% a 20%.
Um cerrado mais pobre em biodiversidade vai avançar sobre a floresta. Esta savanização é acelerada pelos desmatamentos e queimadas.
Das 32 ecorregiões da Amazônia, pelo menos 18 perderão mais de 40% da cobertura florestal e 12 delas vão perder mais de 70%, com impactos gravíssimos na biodiverisdade.
O desmatamento também reduz o transporte de umidade para outras regiões da América do Sul, como Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, provocando secas em outras regiões.
Se a Amazônia for desmatada totalmente, alterações no regime de chuvas podem afetar o clima da América do Norte e da Europa, atingindo regiões a 10 mil km de distância.
Se todo o carbono armazenado na Amazônia for para a atmosfera, a concentração global dos gases de efeito estufa aumenta de 15% a 17%.
Nos próximos 50 ou 80 anos, o nível do mar vai subir entre 30 cm e 80 cm em função do derretimento de gelo que vem ocorrendo nas últimas décadas. Anomalias na Antártica podem acrescentar mais 15 cm a esta conta.
Cidades localizadas na costa brasileira serão atingidas. Construções à beira mar vão desaparecer, populações terão que ser remanejadas e os sistemas de esgoto precários entrarão em colapso.
O aquecimento global vai intensificar a ocorrência de tempestades intensas e novos furacões poderão atingir a costa do Brasil.
Secas poderão atingir os estados da região Sul com freqüência e intensidades crescentes.
Extremos de temperatura podem se intensificar tanto no verão como no inverno.
A produção de grãos poderá ficar inviabilizada no Sul do Brasil, aumentando o êxodo rural.
A migração das lavouras para o Norte pode aumentar ainda mais o desmatamento da Amazônia, o que vai diminuir o transporte de umidade e as chuvas no Sul.
As chuvas cada vez mais intensas vão castigar as cidades, com grande impacto social nos bairros mais pobres.
Temperaturas mais altas aumentam a incidência de doenças e a mortalidade de crianças e idosos.
Não entendeu? Eu desenho...
Amazônia – Se o avanço da fronteira agrícola e da indústria madeireira for mantido nos níveis atuais, a cobertura florestal vai diminuir dos atuais 5,3 milhões de km2 (85% da área original) para 3,2 milhões de km2 em 2050 (53% da cobertura original).
O aquecimento global vai aumentar as temperaturas na região amazônica, e pode deixar o clima mais seco, provocando a savanização da floresta.
Semi-árido – As temperaturas podem aumentar de 2º C a 5º C no Nordeste até o final do século 21.
A caatinga será substituída por uma vegetação mais árida.
O desmatamento da Amazônia pode deixar o semi-árido mais seco.
Com o aquecimento global, a evaporação aumenta e a disponibilidade hídrica
diminui.
Com a degradação do solo, aumentará a migração para as cidades costeiras.
Novos furacões poderão atingir a costa do Brasil.
Região Sul – A produção de grãos poderá ficar inviabilizada na região Sul do Brasil com o aumento da temperatura.
As chuvas cada vez mais intensas vão castigar as cidades, com grande impacto social nos bairros mais pobres.
Com temperaturas mais altas e extremas em curto espaço de tempo, mais doenças serão registradas.
Agricultura – Culturas perenes – como o café e a laranja – tendem a procurar regiões com temperaturas máximas mais amenas e o eixo de produção poderá se deslocar para o sul do país.
As elevadas temperaturas de verão vão condicionar o deslocamento das culturas como arroz, feijão, milho e soja para a região Centro-Oeste, promovendo um forte deslocamento do atual eixo de produção nacional.
Recursos Hídricos – A redução de chuvas e a diminuição de vazão nos rios vão limitar a diluição dos esgotos.
Pode haver transbordamento das estações de tratamento e de sistemas de esgotamento sanitário.
A geração de energia ficará comprometida com a falta de chuvas em algumas regiões.
Grandes Cidades – Regiões metropolitanas ficarão ainda mais quentes, com mais inundações, enchentes e desmoronamentos em áreas de risco, principalmente nas encostas de morro.
Saúde – Os casos de doenças infecciosas transmissíveis vão aumentar. A dengue e a malária podem se alastrar pelo país.
A proliferação de vetores tende a aumentar nas áreas urbanas.
(fonte: Greenpeace)
sexta-feira, 27 de março de 2009
O tempo que o tempo leva

já torcemos pela chegada da chuva, pois ela representava prosperidade e abundância de alimentos, hoje ela representa duas horas de trânsito, enchentes e destruição;
costumávamos saber a época das frutas, verduras e legumes, hoje comemos enlatados, ensacados e congelados, nada mais tem época;
já ouvimos com atenção os conselhos dos mais velhos, pois eles são mais sábios, hoje não temos tempo para isso;
já trocamos cartas de amor, hoje trocamos sms;
já passamos horas apaixonados, olhando fixamente nos olhos do objeto de paixão, hoje olhamos para a web cam;
já olhamos enamorados para a Lua em noites de verão, hoje só se pode ver cinza no céu, e verão? Nem se sabe mais em que estação estamos.
sexta-feira, 13 de março de 2009
O porquinho Heitor

O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO
Era uma vez uma bela moça que pediu um garoto em casamento:
- Você quer se casar comigo?
Ele respondeu:
- NÃO!
E a moça viveu feliz para sempre, não teve filhos, viajou, conheceu muitos outros garotos, fez plásticas, não lavou louça nem fez jantar, visitou muitos lugares, sempre estava sorrindo e de ótimo humor, nunca lhe faltava pretendentes, ia e voltava quando e para onde queria, saia pra jantar com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.
O garoto, ficou velho, careca, barrigudo, engordou, broxou, se fodeu e ficou sozinho....
quarta-feira, 4 de março de 2009
Coisas que descobri essa semana

1 - Todos aqueles que dizem que tirar o dente do siso não dói, MENTEM, deslavadamente, descaradamente, sem o menor pudor ou remorso;
2 – A anestesia é sofrível...eu sei eu sei, ela foi inventada para ajudar, ameniza a dor, evitar que soframos vagarosamente até nos esvairmos em dor e suor no leito de morte...sim sim...mas a sensação de tocar seu queixo e não sentir é esdrúxula, o queixo está lá, o dedo está lá, o toque está lá, eu posso ver (eu de fato pedi ao dentista para olhar no espelho), mas você simplesmente não sente, aquele queixo parece pertencer a outro alguém que por instantes abduziu seu corpo. ESTRANHO
3 – Se você não sente a língua não consegue engolir!!!! Isso é um absurdo e demonstra como somos burros e limitados. Só a percepção foi afetada pela anestesia, não o movimento. Por que então a horrível sensação de que não vai conseguir engolir nunca mais?
4 – Ninguém morre por não engolir. Já imaginou a cena, no velório? Visitante vai até a viúva e diz: - morreu de que? A viúva triste responde: - de uma hora para a outra parou de engolir. Não isso não é possível, não é viável e muito menos provável, mas ainda assim a ideia rondou minha imaginação nas 2 horas de retirada do siso.
5 – Essas pessoas que fazem dietas líquidas para emagrecer têm, sem sombra de dúvida, algum desvio mental grave, provavelmente causado pela ausência de mastigação. Eu sei que sou dramática, leonina com ascendente em leão, mas é humanamente impossível viver mais de dois dias sem mastigar. Por algum motivo fisiológico estranho, que algum cientista já deve ter estudado, o corpo não compreende que você precisa comer mais, logo se fica saciado, e mais rápido ainda volta a sentir fome. É um ciclo sem fim, até que você encara aquela papa colorida, ela olha pra você, já não se sabe se é mandioquinha, beterraba, batata ou cenoura, uma vez passadas no liquidificador, é tudo a mesma coisa.
6 – cefalexina fede. Este é o único remédio no mundo (mundo leia-se a meia dúzia de remédios que eu conheço) que consegue feder dentro da cápsula. INACREDITÁVEL.
7 – Somente médicos poderiam ter inventado que remédio deve ser tomado de 8 em 8 horas, porque esses cretinos não dormem nunca e estão acostumados com isso. Agora o pobre paciente que tem hábitos de sono normais nunca vai se adaptar a acordar no meio da madrugada para tomar remédio.
8 – TPM e Cefalexina não podem conviver juntas. Por alguma razão estranha ao meu conhecimento a cefalexina tirou absolutamente meu paladar e a TPM aumenta significativamente minha vontade incontrolável de comer. Pareço um cachorro correndo atrás do rabo. (Talvez este seja o motivo deste post tão raivoso)
9 – Não é legal fazer academia com pontos dentro da boca. Eles latejam, doem e sangram. (Não posso nem dizer que não fui avisada, foi pura teimosia, mas a síndrome de gorda me atacou)
10 – Pessoas magras nunca saberão o prazer de comer sem culpa. Elas têm esse privilégio, podem comer tudo o que quiserem, mas nunca vão saber aproveitar. É como pessoas que nasceram com o cabelo liso, como eu, nós nunca teremos idéia de quão prazeroso de fato é não ter que arrumar o cabelo, caiu na normalidade.
11 – Não leia as entrelinhas. Depois que você começa a fazer isso a vida se torna insuportável. Você pode até ficar mais espertinho, mas vai ficar paranóico.
12 – A maioria das pessoas mentem por conveniência.
13 – A igreja católica não se cansou de falar asneira.
14 – Fernando Collor de Melo não morreu
15 – Brasileiro não sabe votar bem nem no Big Brother, quem dirá em eleições presidenciais.
16 – Bolo de casamento é feito de ISOPOR! Achei isso uma enganação, uma falsidade, um ultraje.
17 - Os combustíveis fósseis - carvão, petróleo e gás natural - representam atualmente mais de 85% de toda a energia consumida nos Estados Unidos. Cerca de dois terços do total de eletricidade do país e praticamente todos os combustíveis utilizados para transportes são fósseis. Este tipo de energia ainda é responsável por três quartos da energia consumida no mundo. Bastante né?
18 – A última que acabei de receber (18:34 quarta-feira). Carmen Minranda precisa de um gancho. Aparentemente o centenário da mulher não é suficiente.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Sampa

Eu arrisco nestas linhas um ensaio.
Nossa relação comemora anos, 6 já se passaram, do começo, daquele fitar despretensioso, quando encantada admirava suas formas, seus apelos, seus encantos. De longe te admirei, te quis como minha mais nova conquista, te desejei, e com ímpeto de Leão (daqueles de agosto e daqueles de sangue) decidi que seria meu troféu.
Logo, a dura realidade da relação se fez ouvir, como ruído constante que em nenhum momento me deixava. Os “R” ainda se enrolavam na língua antes de sair acanhados da boca caipira.
Você, prepotente, não se deixou conquistar, me tirou a identidade, de repente não era mais ninguém, nada me pertencia, me tornei um qualquer que perdido procurava seu lugar, sem nem saber que lugar era esse.
Não podia voltar, o antes já não me pertencia, nem eu pertencia a ele, mas você não me abriu os braços facilmente, não se compadeceu da minha agonia.
Logo a paixão se fez rancor, a admiração, desprezo, e o novo, se fez temor. Em suas entranhas me perdi, quantas lágrimas derramei querendo apenas um pouco de sua atenção, compreensão, paciência. Mas você, apressada, ocupada, atarefada, não me deu ouvidos.
O nome e sobrenome você transformou em número, mais um.
Pensei em te deixar, ah, como pensei em te deixar, te dar as costas como você havia feito comigo. Voltar.
Mas um Leão tem seu orgulho e seu brio. Ergui a cabeça e enfrentei você, já não sabia pelo que lutava, já não sabia se valia a pena esta luta, mas segui.
A relação se solidificou, nossa linguagem se assemelhou, o “R” já não é mais problema.
Hoje sou Leão novamente, sou nome e sobre nome, sou alguém. “Não tenho medo de saber quem não sou, nem de parecer que eu sou”. Você finalmente me deu o reconhecimento que eu tanto procurava. Voltamos a nos olhar, nos fitamos durante alguns momentos, a reconciliação aconteceu e foi doce.
Hoje, o nome impresso é o presente desta comemoração. Foram necessários 6 anos para que eu deixasse e voltasse a ser Natália Leão Garcia, com muito mais coisas na bagagem do que aquelas peças de roupas e pedaços de sonhos que encheram as malas em 2003. Meu nome está gravado nas suas Ruas, Avenidas e na Sua história.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Recado nas páginas do MSN

Hoje entre “Da-lhe porco” e “Marta, eu sei porque o Kassab não casou” estava Martin Luther King. Não esperava encontra-lo ali, em uma página de relacionamentos, mas lá estava, talvez para me instigar, me resgatar, ou me tentar. “O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem-caráter, nem dos sem-ética.O que mais preocupa é o silêncio dos bons”. Martin Luther King
No burburinho constante da redação pensei em porque nos declaramos tão impotentes. Seria essa impotência uma condição, ou uma escolha?
Acho que realmente nos convencemos que não temos poder sobre nada, não temos mais direito nem ao nosso corpo, aceitamos agressões, veladas ou abertas, físicas ou psicológicas, resignados. Abrimos mão dos nossos direitos.
O coro dirá “são pensamentos de jovem, que acaba de sair da universidade, com o tempo terá que deixá-los e se encaixar na vida real”. Será a vida real resignação? E aqueles que optaram pelo NÃO? NÃO se resignar, NÃO aceitar, NÃO esquecer, NÃO ser mais um impotente?
Logo o coro novamente dirá “Utópico”, e eu gritarei fora do tom, se sua opção é ser espectador não tente matar a gana do jovem, de idade e de espírito, de quem ainda crê, e acha que se o mundo não nasceu assim ele pode ser mudado. A história não acabou, não seria a primeira nem a ultima vez que uma quebra de paradigmas aconteceria.
Rotulem como quiserem, prefiro ser a voz destoante. Sugiro que tente também, antes que seu silêncio custe um preço alto de mais para ser pago.
“A covardia coloca a questão: 'É seguro?

















